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Não se enfrenta polícia com ‘flores e bombons’, ironiza Flávio Dino sobre atos de 8/1

Ministro do STF pontuou que manifestantes do 8 de janeiro possuíam claros indícios de violência e lembra que nome do plano era 'Punhal'

Hora News|Do R7

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“Eu não conheço nenhum caso na literatura em que manifestantes chegaram para policiais e disseram: ‘É, por favor, eu vou romper esse cerco policial e trouxe flores e chocolates e bombons’, e os policiais abrem o cerco, não. Está nos autos. É confrontação física", disse o ministro Flávio Dino ao proferir seu voto durante o julgamento da tentativa de golpe de Estado.

Durante sua argumentação, Dino enfatizou o uso da violência por parte dos militantes bolsonaristas, acampados próximos a quartéis. O magistrado ressaltou que o próprio Supremo Tribunal Federal foi alvo de incitações violentas contra a instituição e seus ministros.

“Veja que o nome do plano era ‘Punhal’. O nome do plano não era ‘Bíblia verde e amarela’. Era ‘Punhal verde e amarelo’. Os acampamentos não foram em portas de igreja [...] E eu sei que se reza nos quartéis, mas sobretudo nos quartéis há fuzis, metralhadoras, tanques”, declarou o magistrado.

Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação de Jair Bolsonaro e dos outros sete réus.



Julgamento da trama golpista

Na manhã desta terça-feira (9), a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retomou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus pela suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Após a argumentação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e a apresentação das sustentações orais das defesas nas duas primeiras sessões, o próximo passo é a leitura dos votos dos ministros para avaliar o mérito da questão e decidir se haverá condenação, além de definir as penas.

O primeiro a se manifestar é o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, seguido por Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, Cristiano Zanin. A decisão será tomada por maioria simples de três votos, mas a defesa ainda pode recorrer dentro do próprio STF e atrasar a decisão final.

Além do ex-presidente, respondem pelos ataques à democracia o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid; o deputado federal e ex-diretor-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; o ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno; e o general Walter Braga Netto.

A PGR imputou cinco crimes aos reús, sendo elas: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência ou grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

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