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Veja o momento em que Luiz Fux contesta Alexandre de Moraes no julgamento de Bolsonaro

Ministro, que vota nesta quarta (10), disse que não permitirá apartes em sua argumentação, conforme teria sido combinado

Hora News|Do R7

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux contestou o pedido de aparte durante o voto de Alexandre de Moraes, por parte do ministro Flávio Dino.

“Senhor presidente, conforme nós combinamos naquela sala, aqui do lado, os ministros votariam direto sem intervenções de outros colegas, muito embora foi muito própria essa intervenção do ministro Flávio Dino. Mas eu gostaria de cumprir aquilo que nós combinamos no momento em que eu votar [..] eu não vou conceder conforme nós combinamos lá na sala", contestou.

Moraes, por sua vez, disse que concederia o aparte normalmente. Fux, então, reiterou que não gostaria de interrupções em sua fala. Dino, em seguida, afirmou que o colega de toga podia ficar tranquilo, pois não pedirá apartes na fala dele.

Fux será o terceiro da Primeira Turma do STF a votar. Nesta terça (9), Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação dos réus.

Julgamento da trama golpista

Na manhã desta terça-feira (9), a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retomou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus pela suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Após a argumentação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e a apresentação das sustentações orais das defesas nas duas primeiras sessões, o próximo passo é a leitura dos votos dos ministros para avaliar o mérito da questão e decidir se haverá condenação, além de definir as penas.

O primeiro a se manifestar é o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, seguido por Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, Cristiano Zanin. A decisão será tomada por maioria simples de três votos, mas a defesa ainda pode recorrer dentro do próprio STF e atrasar a decisão final.

Além do ex-presidente, respondem pelos ataques à democracia o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid; o deputado federal e ex-diretor-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; o ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno; e o general Walter Braga Netto.

A PGR imputou cinco crimes aos reús, sendo elas: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência ou grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

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