A dois meses da COP30, descarte irregular de plástico ainda é um problema a ser combatido no Brasil
País despeja cerca de 3 milhões de toneladas do material no mar por ano, gerando danos à vida marinha e impacto na população
Conexão Record News|Do R7
O Brasil despeja mais de 3 milhões de toneladas de plástico no mar, por ano, segundo levantamento da ONU (Organização das Nações Unidas). Por consequência do descarte errado, centenas de animais marinhos morrem ao ingerirem ou ficarem presos nesse tipo de material, que leva cerca de 450 anos para se decompor.
O tratamento incorreto do plástico acende o alerta para os danos ao meio ambiente, principalmente pelo fato de o Brasil ser a sede da COP30 em 60 dias, em novembro. O grande tema de debate da conferência será meio ambiente e as mudanças climáticas.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (4), Luiz César Loques, pesquisador do Neate (Núcleo de Estudos Avançados em Transição Energética) da FGV (Fundação Getulio Vargas) Direito Rio, avalia que, além das ações individuais e de pequenas comunidades, é necessária uma movimentação radical da população no sentido de cobranças a governantes e legisladores para medidas mais efetivas para o tratamento dos resíduos plásticos.
O professor ainda destaca a importância da COP nesse aspecto, para o lado institucional que o evento traz, sendo necessária uma popularização maior do evento e um apoio de divulgação das discussões feitas na conferência. “É muito importante a gente ter isso em mente, que na realidade a COP tem que nos trazer esse espírito de lembrar e de cuidar do ambiente, mas realmente não pode perder as nossas ações individuais”, comenta.
Outro ponto de atenção listada pelo pesquisador é a presença cada vez maior de microplásticos e seus danos. Por estarem disseminados na realidade, Loques explica que a população acaba não percebendo a presença desse material em alimentos, na água e até na corrente sanguínea sem pensar nas consequências dessa presença.
No entanto, ele ressalta que ainda não é tarde para realizar a mudança: “Com um processo de reeducação agora no início, daqui a alguns anos com certeza a gente vai conseguir melhorar esse cenário”, finaliza.
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