'Vai ser difícil a paz sem essa concessão': entenda por que a Rússia não aceita a Ucrânia na Otan
Professor Leonardo Trevisan explica as garantias que Putin exige para negociar um cessar-fogo
Conexão Record News|Do R7
Fontes próximas ao Kremlin apontam que as condições de Vladimir Putin para o fim da guerra na Ucrânia incluem uma exigência de que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) não vai se expandir para perto das fronteiras russas. Segundo a agência de notícias Reuters, o acordo incluiria uma garantia por escrito dos líderes ocidentais integrantes da aliança. A exigência faz parte do acordo que a Rússia concordou em elaborar em conjunto com a Ucrânia para um cessar-fogo.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (28), Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais, explica que, “quando a União Soviética terminou, vários desses acordos que a Rússia está agora querendo por escrito foram assinados”. Um dos apontamentos dizia que a Alemanha Oriental passaria a fazer parte da Otan, mas ela seria a única, o que, segundo o especialista, não aconteceu — uma vez que Hungria, Polônia, Romênia e Bulgária adentraram a organização, mesmo sendo parte das Repúblicas Soviéticas.
Trevisan acrescenta que existem três repúblicas que, devido à posição geográfica, estão impedidas de fazer parte do acordo: Geórgia, Moldávia e Ucrânia. Elas não podem ser cedidas porque cumprem papel importante na proteção das fronteiras russas. Ele explica que foi por meio desses territórios que as tropas napoleônicas invadiram Moscou e, pelo mesmo local, as tropas nazistas quase tomaram Moscou.
“Foi quando a Ucrânia, por várias razões, [...] avançou o sinal, mudou a sua constituição e aceitou ficar com pactos militares com o Ocidente. Foi aí que a guerra começou”, analisa Trevisan.
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