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Viajar para o exterior é o ‘melhor disfarce para o líder de uma organização criminosa’, diz Moraes

Ministro argumentou que ex-presidente e aliados não tentaram o golpe no dia da posse de Lula, em 2023, devido à segurança reforçada

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“Quando o soldado da máfia comete um crime a mando do cabo da máfia, o chefe da organização não está lá, mas responde porque ele determinou”, afirmou o ministro Alexandre de Moraes durante leitura do voto no julgamento de Jair Bolsonaro e aliados no STF (Supremo Tribunal Federal), nesta terça-feira (9)

Segundo o relator do processo, os réus não executaram a tentativa de golpe de Estado no dia da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, em 1º de janeiro de 2023, por conta do reforço da segurança. Moraes também classificou como estratégica a viagem de Bolsonaro ao exterior por ser “o melhor disfarce para o líder de uma organização criminosa para efetivar o golpe”.

Julgamento da trama golpista

Na manhã desta terça-feira (9), a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retomou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete aliados pela suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Após a argumentação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e a apresentação das sustentações orais das defesas nas duas primeiras sessões, o próximo passo é a leitura dos votos dos ministros para avaliar o mérito da questão e decidir se haverá condenação, além de definir as penas.

O primeiro a se manifestar é o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, seguido por Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, Cristiano Zanin. A decisão será tomada por maioria simples de três votos, mas a defesa ainda pode recorrer dentro do próprio STF e atrasar a decisão final.

Além do ex-presidente, respondem pelos ataques à democracia o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid; o deputado federal e ex-diretor-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; o ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno; e o general Walter Braga Netto.

A PGR imputou cinco crimes aos reús, sendo elas: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência ou grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

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