Moraes afirma que documento de plano golpista não foi usado para fazer ‘barquinho de papel’
Nas considerações de seu voto, o ministro reforçou o registro de um encontro entre Bolsonaro e Mário Fernandes de mais de uma hora
Hora News|Do R7
No primeiro dia de votações do julgamento da trama golpista pelos ministros da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta terça-feira (9), o ministro e relator do caso, Alexandre de Moraes, questionou as alegações da defesa dos réus acerca de uma visita do general Mário Fernandes ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
No discurso, o ministro estranhou o fato do general ficar mais de uma hora no Palácio da Alvorada com o ex-presidente, após imprimir o documento com o plano que incluía a morte de autoridades, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e o próprio Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) à época.
“Ele [Mario Fernandes] se dirige ao Palácio do Alvorada, onde a Polícia Federal juntou o registro de entrada e saída, onde fica das 17h48 às 18h56 para conversar com Jair Messias Bolsonaro, que lá se encontrava. Não é crível, não é razoável achar que Mario Fernandes imprimiu, se dirigiu ao Palácio do Alvorada, onde lá estava o presidente, ficou uma hora e seis minutos e fez barquinho de papel com a impressão do 'Punhal Verde e Amarelo'. Isso é ridicularizar a inteligência do Tribunal”, comentou Moraes.
O relator ainda falou sobre os encontros para discutir o plano entre os tenentes-coronéis Rafael Martins de Oliveira e Hélio Ferreira Lima e Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e vice de Bolsonaro na chapa de 2022. Moraes também trouxe o trecho do depoimento de Cid no qual o delator foi questionado pelos militares sobre a confecção de um documento no dia anterior ao encontro entre Bolsonaro e Fernandes, em que Cid afirmou: “Fica tranquilo, está sendo feito”.
Julgamento da trama golpista
Na manhã desta terça-feira (9), a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retomou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus pela suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Após a argumentação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e a apresentação das sustentações orais das defesas nas duas primeiras sessões, o próximo passo é a leitura dos votos dos ministros para avaliar o mérito da questão e decidir se haverá condenação, além de definir as penas.
O primeiro a se manifestar é o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, seguido por Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, Cristiano Zanin. A decisão será tomada por maioria simples de três votos, mas a defesa ainda pode recorrer dentro do próprio STF e atrasar a decisão final.
Além do ex-presidente, respondem pelos ataques à democracia o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid; o deputado federal e ex-diretor-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; o ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno; e o general Walter Braga Netto.
A PGR imputou cinco crimes aos reús, sendo elas: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência ou grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
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