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Flávio Dino faz piada após voto de Moraes e antes da pausa para o almoço durante o julgamento

Ministro arrancou risos dos colegas de toga ao brincar sobre a continuidade da sessão

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Nesta terça-feira (9), durante o terceiro dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus, o ministro Alexandre de Moraes discorreu por cerca de cinco horas a defesa sobre seu voto a favor da condenação dos acusados.

Finalizado o discurso de Moraes, o ministro e presidente da Primeira Turma do STF, Cristiano Zanin, perguntou aos demais sobre o horário de retorno da audiência.

“15h30 é suficiente, presidente. Inclusive, se Vossa Excelência quiser cancelar o almoço, eu e o advogado do general Heleno vamos ficar felizes”, brincou o ministro Flávio Dino, fazendo com que os demais presentes se divertissem.

Julgamento da trama golpista

Na manhã desta terça-feira (9), a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retomou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus pela suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Após a argumentação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e a apresentação das sustentações orais das defesas nas duas primeiras sessões, o próximo passo é a leitura dos votos dos ministros para avaliar o mérito da questão e decidir se haverá condenação, além de definir as penas.

O primeiro a se manifestar é o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, seguido por Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, Cristiano Zanin. A decisão será tomada por maioria simples de três votos, mas a defesa ainda pode recorrer dentro do próprio STF e atrasar a decisão final.

Além do ex-presidente, respondem pelos ataques à democracia o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid; o deputado federal e ex-diretor-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; o ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno; e o general Walter Braga Netto.

A PGR imputou cinco crimes aos reús, sendo elas: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência ou grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

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